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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Centésimo Post: Dose dupla(?) 3: Wild Horses

Comemorando... 100 posts completados!

Aproveitando a aderência do Drudi ao dose dupla, temos aqui uma edição especial do dose dupla, quando ele vira dose "septupla". A música em questão eu conheci por meio de uma cover tocada no clássico show do Guns and Roses em Paris em 92, que teve participação de diversos artistas, como Lenny Kravitz, Aerosmith, etc. O GNR tocava esta cover muito mais instrumental que cantada, e a letra só vinha no finalzinho mesmo.

A música original veio pela primeira vez ao mundo no álbum Sticky Fingers dos Stones, de 1971, aquele com o cara com a mão no bolso da calça jeans, e foi composta pela dupla dinâmica dos Stones (precisa falar quem?. A música é bem parecida com esta versão atual, mais recente. Wild Horses já foi regravada por uma porção de gente boa e por gente não tão boa assim. Posto abaixo algumas versões e covers mais relevantes, começando com uma pelo grupo original:

Rolling Stones



A próxima é a cover tocada pelo GNR na turnê do Use Your Illusion,naquele histórico show de Paris:

Guns and Roses - Use Your Illusion Tour



Nos anos 90 tinha uma banda de rock muito legal chamada Bush, que fazia uma espécie de som "pós grunge". Vocês podem se lembrar da banda pelo hit "machinehead". Abaixo, segue a cover dos Stones pela voz do vocalista do Bush, Gavin Rossdale, e sua banda na época:

Bush




Nos anos 90, conheci uma bela banda com uma linda vocalista chamada Hope Sandoval. Sua banda, Mazzy Star, era figurinha carimbada no programa "Lado B" da MTV. A versão abaixo está em um dos primeiros álbuns da banda, "So tonight that I might see"

Mazzy Star




Eddie Vedder é o exemplo de cara simples e legal. Ele consegue fazer amizade com vários de seus ídolos e tocar com quase todos eles. A versão abaixo é do vocalista do Pearl Jam com os Stones. Reparem no burburinho quando ele entra:

Eddie Vedder (Pearl Jam) & Stones



Chris Cornell praticamente dispensa apresentações. Confira esta versão abaixo, do ex vocalista do Soundgarden e do Audioslave:

Chris Cornell



A última cover é de uma versão ao vivo do Garbage, banda que teve seu auge nos anos 90. Não é a melhor versão, mas vale como curiosidade:

Garbage



Por fim, para comemorar o centésimo psot, um vídeo que remete ao que estamos fazendo aqui, estamos falando de música! Forte abraço a todos, e sorte a minha ter a honra deste post!

Wagner e os Uchidas(?) - "Baba'o Riley":

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Estréias da Semana


O Ruim dos chamados "posts linguiça" é que um esconde o outro, de tão longo, então fiz este Mini Post de Apresentação. As estréias da semana são "Into the Wils"(OST), de Eddie Vedder, e o fantástico "Echoes, Silence, Patience and Grace", do Foo Fighters. Have Fun, deixem comments...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Into the Wild, Eddie Vedder



Muito mais difícil que fazer a crítica de qualquer banda que dispute minha vice preferência em algum determinado momento (Guns and roses, Stone Temple Pilots, Velvet Revolver, Army of Anyone, Oasis, etc), é fazer uma crítica de quem ocupa o podium do meu gosto musical. Sempre achei o Danilinho muito mais fã de pearl jam do que eu, ele conhece muito mais as letras, eu ouço mais as músicas, nem sei tocá-las, mas, após muitos Gigabytes de shows, piratas, fotos e vídeos , me sinto um pouco mais a vontade de falar sobre esta banda que sou fã há mais de 10 anos.

Sobre Eddie Vedder

Eddie Vedder é, sem dúvida, um dos compositores mais respeitados da atualidade. Bebendo no folk, no classic rock, no punk e no rock contemporâneo de qualidade, ele lidera o Pearl Jam com um estilo próprio que já entrou para a história do classic rock. E para quem acompanha a carreira dele de perto há tantos anos como eu, este disco solo demorou mesmo para sair. Não é novidade para os fãs do Pearl Jam que Eddie curte tocar músicas solo e compor sozinho, ele é a mente mais poderosa e criativa de sua banda (sem falsa modéstia e sem desmerecer belos riffs de Gossard e melodias de Jeff Ament, Mike Mcready é mais pra solos), grandes músicas do Pearl Jam vieram primeiramente de sua autoria, "Betterman" é só um exemplo delas.

Solo, Eddie gosta de estrear músicas que poderão ou não vir a se tornar canções do Pearl jam. Canções como "Gone", "I Am Mine" e "Can´t keep" são alguns exemplos. Mas é nas covers que Eddie revela uma outra faceta, algumas vezes mais pop, para acompanhar a velha e a nova geração representadas por nomes como Bruce Springsteen e Sleater Kinney, respectivamente, só para citar 2 exemplos bem representativos.

É fato também que o circulo de amizades do cantor inclui diversos nomes da música e do cinema, além de entidades políticas e beneficentes.

Eddie Vedder e o Folk

Quem é fã sabe que é no folk mesmo que Eddie Vedder parece arranjar uma das metades para se encontrar musicalmente, a outra seria, na minha opinão, após anos de observações, o bom e velho Classic Rock. Durante a carreira do Pearl Jam, as influências folk aparecem em diversos momentos, na lado B de “T e n”(1991), álbum de estréia da banda, “Footsteps”, em “...Small Town” e “Daughter”, do Versus (1993), em “Who You are”, “Off he Goes” , “Around The bend” e “In My Tree”, do introspectivo e fantástico álbum “No code”(1996), em uma das minhas preferidas da banda, “Low Light”, do álbum Yield(1998), na romântica “In Thin Air” , na curta “Soon Forget”e na lado B “Drifting”, da época de “Binaural”, álbum de 2000, em “Can´t keep”, “I Am Mine” e “Thumbing my way”, de “Riot Act”, de 2002, nas lados B “Dead man” e “Bee Girl”, e em “Parachutes”, do último álbum de inéditas da banda. O lado folk aparece muito mais vezes nas covers de John lennon, Bob Dylan, Neil Young e outros também, sempre ao vivo.

Into the Wild

“Into the wild”, trilha do filme dirigido por Sean Penn, baseado em um livro do mesmo nome, se não fosse uma trilha de filme, poderia ter sido lançado há 5 anos. Na ocasião, Eddie Vedder fez alguns shows solo tocando algumas músicas folk das quais saíram 3 para o álbum Riot Act. Outras como “Goodbye”, “Sattelite”, “Longing to belong”, “You´re True” e “Broken Heart” ficaram de fora. Coloco o nome das músicas propositalmente, baixem na internet, pois são grandes exemplos de boa música folk contemporânea. “Into the Wild” pode ser encarado como um bom exemplo que reúne bons momentos do que resultou da influência dos artistas que fazem parte da formação musical de Vedder e que ele gosta tanto de tocar ao vivo. Mesmo sendo um álbum curto (as faixas foram feitas sob medida para se encaixarem em momentos chave do filme), vale a pena gravá-lo para acompanhar bons momentos no Mp3 player ou no CD Player do carro. É um álbum para colocar no som do carro e deixar rolando observando a estrada passar, sozinho no carro.

O álbum faixa a faixa

O Eddie Vedder pop, que toca covers de Ramones (diversas) e Sleater Kinney ("I wanna be your Boyfriend") em tags de músicas como "Daughter" aparece descompromissado em "Setting Forth", faixa que abre o álbum. Com apenas 1:37 de duração, ela abre espaço para a segunda, também curta, “No Ceiling”, que faz lembrar algumas faixas lado B mais sombrias da época do álbum Binaural, como “Education”.

A terceira faixa, “Far Behind”, é bem ritimada, e lembra momentos felizes de boas músicas do pearl jam, mas que não viraram single, como “Down”, lado B do álbum Riot Act. “Rise” parece até ter sido composta em 2002, quando Eddie tocava as músicas que citei acima sem nenhuma percurssão, faixas que entraram e algumas que não entraram para o “Riot Act”. A música é tocada com um gostoso som de um instrumento, que pode ser uma viola ou um bandolim, não sei ao certo, mas é extremamente sutil. “Long Nights”, na seqüência, parece até ter saído desta mesma época, mas carrega um tom um pouco mais sombrio. Para ouvir na calada da noite, no mato, olhando para lua.

“Tuolumne” é simplesmente linda. Totalmente no violão, sem qualquer vocal, parece uma das faixas acústicas compostas por Nancy Wilson para os filmes de seu marido, Cameron Crowe. Veja os filme “Elizabethtown”, “jerry Maguire”, “Almost Famous” ou Vanilla Sky”, onde ela faz parte da trilha sonora. (Em tempo: Cameron Crowe dirigiu "Singles", filme o qual Vedder e sua banda fazem participação, dirigiu também o documentário de gravação do Yield, "Single Video theory", e sua esposa, nancy Wilson, já fez participações especiais algumas vezes com sua irmã Ann Wilson em shows do Pearl jam nos últimos anos).

“Hard Sun” não teve a letra composta por Vedder, a autoria é de um músico de Seattle. Musicada pelo vocalista do Pearl jam, é forte como “I am Mine”, do álbum “Riot Act”, e conta com backing vocals da vocalista do Sleater Kinney, Corin Tucker. A música, a mais longa do disco, ficou realmente boa e na medida certa. O clipe, com cenas do filme, pode ser conferido abaixo:




“Society” é mais uma música voz e violão, e parece até uma das belas covers sessentistas que Vedder gosta de tocar nos shows. Para ouvir na janela do carro ou de um ônibus, olhando para a estrada. “The Wolf” é fora do usual, e remete a experiências como “Arc”, faixa que fecha o álbum Riot Act.

“End of the Road” é gostosa de ouvir, possui um acorde que faz lembrar músicas mais doces do Pearl jam, não lembra diretamente o som da banda de Vedder, mas é bem gostosa de ouvir.

“Guaranteed” faz lembrar também o violão de Nancy Wilson, e é minha preferida no álbum, uma canção com letra e melodia leves. Após o tradicional momento de silêncio, ela volta apenas com sussurros no vocal, igualmente linda.

Para quem compra o álbum pelo ITunes, há ainda algumas faixas bônus: uma versão ao vivo de uma das covers folk preferidas por mim, uma versão alterada da canção “Here´s to the State of Mississipi”. Na seqüência, uma versão ao vivo e uma de estúdio de um recém lançamento de Vedder, a canção “No More War”, música de protesto que faz trilha sonora para o documentário anti guerra “Body of War”. As extras fecham com a “Nilsonwilsoniana” sem vocais “Photographs”. A versão "Ituniana" do álbum vem também com um encarte em PDF, para ser baixado junto com as músicas.

Curiosidades:

O álbum teve todos os instrumentos gravados por Eddie Vedder, inclusive a bateria em “Hard Sun”, que às vezes lembra a bateria simples de Jack Irons, amigo de Vedder e baterista nos álbuns “Merkinball”, “No Code” e “Yield”.

O encarte tem a autoria de Jerome Turner, pseudônimo de Vedder também usado nos álbuns 'No Code', 'Yield', 'Live on Two Legs' e 'Binaural'. O homem entende de direção de arte!
O álbum foi produzido por Adam Kasper, responsável por "Riot Act" (2002) e "Pearl jam" (2006), e foi gravado no Studio X em Seattle, lugar onde o Pearl jam gravou vários de seus discos.

Links

Álbum: http://the--undertow.blogspot.com/search/label/Eddie%20Vedder

Faixas Bônus: http://pearljamevolution.blogspot.com/2007/09/pos486.html

Encarte: http://pearljamevolution.blogspot.com/2007/09/post-489.html
Pré Shows do Riot Act, com as faixas que citei (procurar pelo ano de 2002): http://pearljamevolution2.blogspot.com/search/label/Audios
Greatest Hits e Discografia da banda:
Aos sites Pearl Jam Evolution – http://www.pearljamevolution.blogspot.com/ (o melhor sobre Pearl Jam no Brasil, e entre os melhores do mundo) , outro execelente, o Blog Spread The jam (http://tatabhapearljam.blogspot.com/) e o excelente undertow http://the--undertow.blogspot.com/