Muita água rolou nesses idos meses de 2009. Peguei um trampo mega pesado que me deixou sem fins de semana na maior parte do ano. Faltei em vários aniversários, inclusive Danilinho e Drudi (foi mal caras, really sorry...)
Mas consegui ouvir uma coisa boa aqui, outra ali. O novo do Bruce Springsteen, "Working on a Dream", a primeira boa novidade do ano, ficou devendo um post. Uma pena, porque é mais um belo disco produzido por Brendan'o Brien. O novo do Alice in Chains, "Black Gives Way to Blue", é um álbum digno e consegue retomar bem o espírito da banda, continuando o trabalho interrompido em 1996. O líder agora é Jerry Cantrell, sem dúvida, que toca a banda como uma extensão de sua carreira solo, mas isso não é uma negativa. Willian Duval consegue fazer bem as vezes de Layne, sem ser Junkhead como o falecido.
O novo do U2, "No Line on the Horizon", lançado no começo do ano, é outra boa surpresa. Soa como uma continuação de Achtung Baby as vezes ( o mérito aqui não é do produtor anos 80 de volta, e sim do time de Achthung baby auxiliando a banda). Em outras canções, soa como o u2 mediano dos últimos álbuns, uma equação que faz a média entre estilos da banda dos 80's e 90's, nada novo.
Uma bela surpresa: o novo da Norah Jones, "The Fall" tira a cantora do piano e a traz para a guitarra, combinando a boa dose de blues-folk-bluegrass de tipos como Ryan Adams (que toca em uma das faixas do disco) com uma sonoridade que remete aos outros artistas que fizeram a trilha de "My Blueberry Nights", ou "Um beijo roubado", filme em que a própria cantora estrela como protagonista.
Mais uma bela surpresa: a banda formada pelo vocalista do QOSA, Josh Home, o líder do Foo Fighters na batera, Dave Ghrol, e o baixista do Led, Sir John Paul Jones, lançou o homônimo disco "Them Crooked Vultures" no final de 2009. Uma boa esperança de bom rock no ar.
Bons eventos: O show do Faith no More foi simplesmente um sonho realizado. Patton interagiu bem com a platéia, conversando diversas vezes em português. Destaques do show: 1) Setlist (abriram com a brega e impagável cover "Reunited", tocaram vários bons petardos: "Epic", "From out of Nowhere", a impagável cover de "This guy's in love with you", "Ricochet"!!!, "Digging the Grave"!!!, e a grande sequência "King for a Day", "Ashes to Ashes" e "Just a Man". Sempre amei FNm e sempre vou amar. Foi a primeira banda a qual me declarei fã, no ano de 1990, e guardo a banda com carinho. A originalidade, o sarcasmo, o cinismo, a alternância de estilos fazem da banda uma escolha sem igual. Durante o show, Patton falou várias frases engraçadas em português: "Secos...molhados"(apontando para o público molhado que acabava de ouvir a primeira música do show quando a chuva parou), "Vão para casa, estamos velhos, estamos cansados", "E aí Papito?", "Faz tempo... uns 15 anos, mais ou menos" (ou algo assim). Houve mais momentos de falas em português, mas não me lembro agora. A banda ainda tocou um trecho adapatado de "ela é carioca", clássico da mpb, como "ela é paulishta". Outro trecho memorável foi quando Patton desceu do palco para gritar, em bom português, "porra, caralho", repetidas vezes, apontando o microfone para os sortudos que interagiam com ele nas primeiras fileiras. Este foi um show que valeu cada centavo gasto para pista vip, e também, por estar com meu amigo Alan, e (mesmo em outra área), com meu irmão mais velho e com outro grande velho amigo, o Omar.
Um outro bom evento foi mais uma Seattle night no começo de dezembro na Ledslay, com 2 boas surpresas: as bandas Warm Machine (Bush Cover) e Social Parasite (Alice in Chains cover) nada deveram as anteriores que vi no começo do ano, Paradoz Scene (Bush cover) e Facilift (Alice in chains). O vocal da Warm Machine não estava tão fiel quanto da Paradox, mas atendeu bem, e o instrumental da banda estava demais! A Social Parasite levou o público à loucura, apesar da banda não contar com devotos tão fieis quanto a Facilift, e o vocalista da Social Parasite, Duda Franco, era um poço de energia, bem ao contrário do vocal da Facilift, mais fiel ao estilo do falecido ex-líder do AIC. Por conta disso, Franco poderia liderar muito bem uma banda cover de Stone Temple Pilots de alta qualidade, artigo em falta nas noites paulistanas.
Últimos comentários: Chris Cornell anunciando o retorno do Soundgarden (notícia fresquinha do início de 2010), STP gravando novo álbum a ser lançado ainda em 2010 e Axl e seus trainees vindo ao Brasil no primeiro trimestre de 2010.
Negativa: perdi meu pen drive com muita música boa, uma grande pena!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Retrospectiva dos posts faltantes, 2009...
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wauchida
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sábado, 11 de outubro de 2008
No topo!
Cada banda tem uma mania diferente na hora de gravar clipes. Os Beatles começaram com isso no vídeo de onde saiu o clipe de "Get Back" (que aliás, eu já assisti e é muito bacana). O U2 atualizou nos anos 80 com uma das melhores canções do Joshua Tree, "Where the streets have no name". Por fim, o Oasis, sempre querendo copiar os Beatles, gravou o clipe de Supersonic, seu primeiro grande hit, em cima de um prédio. No short talkin', vamos assistir!
Beatles "get back"
U2 "where the streets have no name"
Oasis "supersonic"
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
A estética e as belas canções dos clipes P&B nos anos 90 - Parte 2
Como eu comentei na primeira parte deste post, a estética PB não rendeu frutos apenas no período em que o "grunge" reinou. Frutos desta geração de videoclipes foram sendo gerados por toda a década de 90. Aqui, vamos ver, além do Stone Temple Pilots, outras bandas com levada mais pop, como U2, Cranberries e Collective Soul.
The Cranberries "Linger"
Antes de virar trilha de novela e de servir de trilha sonora de primeiro beijo de muitos casais, "Linger" estreou no Lado B da MTV. Uma canção tão linda não poderia passar em branco, daí para o Disk MTV (a parada da época) e a trilha de novela foi um pulo, ou um ano (digo). Este clipe tem uma fotografia muito bonita, e é ambientado em uma clima bem "noir", de filme antigo, algo entre os anos 40 e anos 50. O Cranberries gravou depois outros clipes em preto e branco, como "Ode to my Family", "When you're gone" e o misto PB e tons pasteis "Zombie", todas grandes canções dos anos 90, mas Linger foi sem dúvida a mais marcante deles. Caso vocês tenham interesse sobre os clipes das grandes canções acima, após o térnimo do clipe de Linger, há o link para vídeos do Youtube destas músicas, é só clicar e assistir.
U2 "One"
U2 - One
Colocado por djoma
O U2 tem (ou tinha?) a habilidade de fazer belas canções sobre temas que aparentemente são óbvios, mas que possuem outro significado oculto, mais profundo. Foi assim com "With or without you", que fala sobre o vício em cocaína (ou heroína, não me lembro bem agora), e com esta canção, "One", com um tema bem denso. "One" conta a história de um filho (gay, se eu não me engano) que conta para o pai que está com AIDS. O clipe possui três versões, e a primeira mal chegou a figurar pela MTV. Nesta versão, que pode ser conferida no segundo DVD de clipes da banda, os membros da banda se vestem de mulher, e o simbolismo da letra aparece de maneira mais didática. Como era inviável do ponto de vista comercial, eles chamaram um diretor para gravar uma segunda versão, mais artística. A "versão do buffalo", que pode ser conferida acima, faz parte do grupo de clipes mais bonitos que eu já vi. Infelizmente, a banda foi convencida que esta versão não seria viável, e novamente a banda gravou uma outra versão, mais conhecida por todos. A versão do bar, que circulou largamente na MTV, não diz nada à ninguém, e está abaixo do potencial que a música apresenta.
Stone Temple Pilots "Creep"
Creep é uma bela música sobre auto-estima, auto-destruição e auto-imagem. O clipe desta banda, estreante no cenário mainstream da época, é prova da sensibilidade da banda, aliada à uma estética de clip bem própria do período. Veja e reveja. Na época, eu nem havia reparado que eram os outros membros da banda no clipe, tal a descrição e boa atuação deles, natural, como se eles fossem uma família em um domingo nublado.
Collective Soul
1) Shine
Se alguém conhece esta bandinha, que gravou algumas boas canções, possivelmente é por conta do clipe e da música "Shine", que possui bons riffs e um belo solo de guitarra. Muita gente de bom gosto lembra desta música com saudade.
2) December
O Collective Soul possui clipes mais bonitos como "The World I Know", mais o clipe acima está mais encaixado com o tema deste post. Para os mais curiosos, o clipe segue abaixo.
Na continuação, algumas bandas mais alternativas (ou nem tanto), e a fuga do 100% P&B: Grant Lee Buffalo,Alanis Morissette,Sheryl Crow, Mazzy Star, Bush (a banda) Soundgarden e Smashing Pumpkins . Logo mais: Um post dedicado aos clipes do REM, P&B ou não (90's, é claro!)
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wauchida
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sexta-feira, 2 de março de 2007
1997!
Este é o meu post inaugural do blog, bienvindo amigos! O tema de hoje é inusitado, pois não fala de um post, mas de um ano, pra mim, considerado um dos anos de ouro da década de 90 no contexto musical, porém, muitas vezes subestimado e mal compreendido, assim como os álbuns lançados naquele ano. Estou falando de 1997.
1997 foi o último ano de ouro dos ingleses no rock´n roll, mas coincidiu com bons lançamentos nos EUA também. 1997 foi o ano de “the color & the shape” do foo fighters, um disco muito melhor que o de estréia deles. Foi ano de “Blur”, disco homônimo e experimental dos ingleses, em que o quinteto flertou com o punk rock americano, fez a bela balada “beetlebum” , além de ótimos petardos deste disco, mas ficou mesmo conhecido por “song 2”, a maldita música do “u-hu”, que foi tema desde comercial até jogo de futebol de videogame. Não foi o ano de lançamento, mas de divulgação do segundo álbum do Bush, “razorblade suitcase”, ano do show deles no Brasil (meu primeiro show de rock, aos 16 anos!), mas foi ano também deles lançarem um disco de remixes (“desconstructed”, de onde saiu a ótima versão remix de “mouth”).
Neste ano minha banda favorita deu um tempo no lançamento e turnê de discos (pearl jam), foi o ano que o Stone Temple Pilots só lançou clipes de divulgação do ótimo “tiny music...” de 1996, ano que a banda mal fez shows por causa dos constantes problemas com drogas do vocalista. 1997 foi ano de promoção também do disco do Live, o soturno e paranóico disco “secret samadhi”, que contava com as belas “Lakini´s juice “ e “turn my head”. Enquanto isso, os ingleses do charlatans lançavam o álbum “Tellin´stories”, que contava com as grudantes faixa título e a canção-chefe “one to another”.
Mike "Juan Lopez" Patton, em cena do clipe "Stripsearch"
97 foi um ano triste, pois 2 de minhas bandas favoritas acabaram nesse ano: o soundgarden, após lançar o bom “down on the upside”, de 1996, e o faith no more, após lançar “álbum of the year”, de 1997, que continha as belas “ashes to ashes” (com direito a um belo clipe), “stripsearch” (clipe na qual Mike Patton simula ser um criminoso latino, com direito a el bigodon e tudo mais, sendo preso no aeroporto). Este álbum termina com a enigmática”Pristina”. Bela música pra encerrar uma carreira, mas pouco ligada ao bom humor da banda, com depressão típica daquele ano.
Em 1997 o mundo (e eu) descobriu “The Verve”. Banda inglesa discreta com fãs regulares, foi em torno do quarto ou quinto álbum, com o ótimo “Urban Hiyns” que o mundo ouviu a balada grudante “bittersweet simphony”. E a banda foi processada pelos Rolling Stones por plágio. Mas quem imagina que o álbum tem esta única música como significativa tem que ouvir o álbum inteiro, pois é sensacional. Ainda em 97,o Garbage não lançou álbum, mas, após o sucesso de seu álbum de estréia (que contava com a mega sexy Shirley Manson nos vocais e o produtor do “Nevermind” do Nirvana na banda, Butch Vig), a banda deu continuidade aos belos clipes de “queer” e “only happy when it rains” com o clipe da oitentista “stupid girl”. Sim, a banda antecipou em 4 anos o revival aos anos 80.
1997 também foi ano do lançamento do segundo álbum do Supergrass, de onda saiu as ótimas “Richard III” e a bela “late in The day”. Os ingleses do Ash lançaram também o álbum “1977”, de onde saiu a bela balada “Lost in You”. 96 para 97 foi ano dos americanos do Weezer ousarem, com o curioso álbum “pinkertoon”. Flando em estranho, em 97 os americanos descobriram os ingleses do PULP, banda inglesa que capitaneou a segunda geração do chamado “britpop” com o excêntrico álbum “Different class”. Falando em britpop, um dos reis da segunda onda capitaneou mal o sucesso e a rivalidade com o blur e aspirou, ou melhor, cheirou as vendas do álbum anterior, o belo “what´s the story morning glory”. “Be here now” do Oasis poderia ser um álbum muito melhor se as músicas não fossem tão excessivas. São boas, mas demoram a terminar. Isso pode colocar uma boa música teto abaixo. “Alll around the world”, “stand by me”, “don´t go away”, “fade in out” , “my big mouth”, “do you know what i mean” e “magic pie” são exemplos de músicas que sim, demoram pra acabar.
A banda Kula Shaker fez sucesso com sons indianos
Bandas menores lançaram boins discos e singles neste ano também. Os hoje sumidos Mansum lançaram a música “wide open space” neste ano, e uma banda de indianos lançou um disco interesante neste ano. Alguém se lembra do Kula Shaker?
Em 97 a cantora islandesa lançou o mal compreendido e eletrônico “Homogeniac”, que contava com as belas “Joga” e “Barrilochete”. Isso porque em 97, o rock´n roll tentava flertar com a música eletrônica e encontrar um ponto de equilíbrio. O U2 também tentou, com o apressado “POP”. Apressado porque a prórpia banda admitiu. O U2 vinha tentando flertar com o eletrônico desde “zooropa”, de 1993, mas “POP” foi a tentativa final. Não que o álbum seja ruim, eu gosto muito dele. Mas as versões de “please” e “If you wear that velvet dress”, por exemplo, não foram as que vimos no clipe de “Please” e na turnê POPMart. Das eletrônicas do álbum, os destaques ficam para “gone”, “mofo” e do you feel loved”. Mas o que todo mundo lembrou mesmo foi de “discoteche”.
O próprio blur flerta com a eletrônica no homônimo “blur”, basta dar uma conferida em faixas como “i´m just a killer for your love”. Indo de pato a ganso, outra contribuição deste disco do blur foi “chinese bombs”, que virou vinheta de chamada para o comercial do brasileiro “rock e gol”, programa de futebol e rock da Mtv Brasil. David Bowie e Nine Inch nails, de 96 para 97, flertaram com a eletrônica também. O primeiro, com o curioso álbum “Outside”, e o segundo, por causa do álbum gravado sob mórbidas condições, “download spiral”.
Prodigy no clipe Breathe. O cara parece um dos tiras do CSI Las vegas.
Mas, com tanta gente querendo flertar com o eletrônico, apenas uma banda fundiu tão bem este gênero com rock. Neste famigerado ano, o álbum “The Fat of the land” do prodigy ganhou garagens e pistas o mundo todo. Quem viveu a época lembra bem dos hits “firestarter” e “breathe”.

Bowie, em cena extraída do clipe.
Ainda, 97 teve mais 2 curiosidades no mundo do rock: além das ótimas baladas que fizeram exceção ao eletrônico nos álbuns de David Bowie e U2, as belas músicas com belos clipes “Strangers when we meet” e “staring at the sun” das respectivas bandas, foi um ano em que os clipes tinham um curioso cenário esverdeado. Coisa de 97 para 98,procurem no you tube e reparem, os cenários dos clipes “ashes to ashes” do Faith no more, “precious declaration” do collective soul, “song 2” do blur, e “breathe” do prodigy são bem parecidos. Reparem também na semelhança dos clipes “closer”, do Nine Inch Nails, e “hearts filthy lesson”, ambos da mesma época e ambas músicas trilhas do filme “seven”. Falando em clipes, 97 foi o ano do engraçadíssimo clipe de “sabotage” do beastie boys”, em que eles interpretam policiais dos anos 70 de uma maneira bem engraçada. Em 97, após clipes bem sucedidos do último álbum como “1979”, “tonight tonight”, “bullet with butterfly wings” e “33”, o smashing pumkins sai de cena após uma overdose que matou o estreante na banda Jonathan Melvoy, e que levou a demissão do baterista jazzístico da banda, Jimmy Chamberlain.
Por fim, não poderia deixar de citar o possível álbum mais importante da década, aquele que mudou a forma de fazer música eletrônica e rock daí em diante. “Ok Computer” do Radiohead é uma obra prima que começa pelo encarte do CD. Feche os olhos, ouça “airbag”, a canção apocalíptica que abre o disco, e boa viagem. Uma pena. Depois de 97 o radiohead passou a se levarcada vez mais a sério e ficou chato, o rock esqueceu o eletrônico e abraçou o hip hop (de uma forma negativa), com lixos como Limp Bizkit (parece o nome daquele vilão do super homem que foge ao mero pronunciar de seu nome ao contrário)e “limpe o park”.
Sei que deixei muita coisa de fora, mas estas são algumas de minhas lembranças musicais do ano de 1997!








