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sábado, 3 de janeiro de 2009

[LIVRO] : SLASH !


O primeiro post de 2009 é dedicado a um livro: A biografia de Slash, por ele mesmo e um tal de Anthony Bozza. Não sei o que o tral Bozza fez no livro pois nos´créditos isso não é bem especificado, mas este livro, obrigatório para quem foi fã de GNR, é uma leitura leve em prosa apesar dos temas pesados que aborda. O livro conta desde a infãncia do guitarrista, como teve interesse pelas guitarras, seus ídolos, a origem de seu apelido, como começou com as cartolas, os divertidos primeiros anos do GNR, e conta também - embora não seja este o foco do livro - a visão de Slash da separação do GNR. Eu realmente achava Slash e Duff os vilões da expulsão de Scott Weiland do VR, mas depois do que aconteceu om Axl até dá para entender um pouco os caras. O livro é baratinho - a edição pela Ediouro está entre 30 e poucos e 40 reais nas melhores casas. Feliz 2009 para todos!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Rock'n roll Circus - Quando os elos se fecham

Quando comecei este tema meses atrás, pensei no quão pequeno é este mundo de rock'n roll americano. Pensei em escrever com suspense uma série de posts que teriam sim sua amarração, mas acabei não conseguindo. E eis que estou aqui, em SC, finalizando o ano e alguns assuntos não acabados.

Resumindo a história toda: Axl Rose tem como braço direito nas guitarras um cara com um jeito tanto estranho mas peculiar de tocar, e muito querido pelos fãs da invenção bizarra que hoje é chamada de "novo guns": Robin Finck, ex/atual (?) guitarrista do Nine Inch Nails. E isso não deixa de ser interessante, pois acaba sendo mais um elo da relação de 2 bandas que gosto muito, Guns and Roses e Stone Temple Pilots. Vejam só: Anos após a separação do Guns, Slash, Duff e Matt acabaram se juntando a Scott Weiland, que na ocasião estava deixando o Stone Temple Pilots, para compor a formação que durou cerca de 4 anos do Velvet Revolver. Os membros que faziam o coração do STP, o conjunto de cordas baixo-guitarra formado pelos irmãos Robert e Dean Deleo, se juntaram a Richard Patrick, fundador do Filter e ex-Nine Inch nails, para formar o ótimo conjunto, de morte prematura, Army of Anyone. O interessante é que, na época que Patrick deixou o Nine Inch Nails, foi substituido por Robin Finck. Foi pouco depois da época que seu irmão, Robert Patrick, fez o vilão do filme exterminador do futuro 2, cuja trilha sonora chefe era a canção "you could be mine" do Guns and roses.

Vejam só o que tínhamos: Nas camadas de borda, 2 bandas que contavam com ex guitarristas do NIN como elementos chave, o Novo Guns e o Army of Anyone. No centro, o elo do que restou das ex bandas das camadas de borda, Guns and roses e Stone Temple Pilots formando o Velvet Revolver. As pessoas em comum são muitas, e eu passaria muito tempo relacionando todas as possibilidades: Brendan'o Brien produzira todos os álbuns do STP e alguns do Pearl Jam, banda cujo vocalista do STP sofreu péssimas comparações no início da carreira do STP: Weiland foi julgado como uma imitação de Vedder do PJ. Brendan iria produzir o VR anos mais tarde a pedido de Weiland, que contém ex integrantes do GNR. Brendan andou produzindo também Bruce Springsteen, que foi uma das influências de Axl Rose e inclusive fez um dueto com o vocal do GNR no fim da década de 80.

David Bowie é uma das principais influências de Scott Weiland, e foi amante da mãe de Slash nos anos 70, como conta Slash em sua recente biografia. Bowie teria ainda ligado para Slash dando conselhos sobre abuso de drogas à pedido da mãe do guitarrista, nos idos tempos de GNR. Outro fator interessante é a simpatia de Robert Plant e Jimmy Page pelos ex integrantes do GNR. Scott não pôde desfrutar da tietagem dos ex Led Zeppelin, pois, quando os 2 foram ver o VR e entrar nos bastidores pós show, a relação de Scott com os demais integrantes já estava pra lá de ruim, com fim de banda decretado e tudo mais, neste ano de 2008. Justo Scott, cuja ex banda, STP, tem músicas claramente zeppelianas com solos de guitarra pra lá de jimmypagianos , sem mencionar o fato do STP ter regravado "Dancyn´Days" para um tributo ao Zep em 1993/94, e sem mencionar a bela cover instrumental que Dean Deleo do STP tocava de "Rain Song" do Zeppelin nos shows do Army of Anyone...

Um outro cruzamento interessante envolve o nome do baterista Josh Freeze. Josh, que já tocou em uma banda que alguns aqui podem ter ouvido falar, "A perfect circle", tocou bateria no início das gravações do álbum Chinese Democracy do new guns, e tocou também bateria no último álbum do Filter, o ótimo "Anthem for Demand". Só para lembrar, o Filter é a banda de Richard Patrick, o vocal do projeto solo dos irmãos Deleo do STP, Army of anyone.

Lembrei também de Nick Didia. Nick foi engenheiro de som do STP, VR, PJ e Bruce Springsteen.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Origens do blog...(Velvet Revolver: Contraband - resenha)






Eu creio que, no dia que me convidaram para fazer parte deste blog, o pdf dos arquivos acima deve ter pesado na escolha. Enviado em 2004 por e-mail para lista da faculdade e para alguns amigos próximos sob a alcunha de "mp3 dicas", o fanzine teve apenas 2 edições. A segunda está desaparecida. Segue acima, com a redação apressada original, incluindo os erros de digitação e redação originais. Clique em cada uma das figuras para abertura e leitura dos arquivos.
PS: 3 notas sobre o post:
1) 4 anos depois, a onda de fusões e aquisições no rock não vingou. O Audioslave acabou após lançar 2 discos bons, 1 mediano e 1 fraco, e a banda que surgou a partir da união dos irmãos De Leo (baixista e guitarrista do STP, respectivamente), Army of Anyone, infelizmente não foi pra frente. Notas da imprensa divulgaram que, para Richard Patrick, vocalista da banda, as vendas não compensaram e ele voltou para sua banda original, o Filter.
2) Este "post" por e-mail foi, ironicamente, premonitório. Ele começa falando que uma banda de rock não vinga quando não há amizade entre os membros da banda (citando os dissidentes do Guns e Axl), e com Scott aconteceu o mesmo. Scott não conseguiu estabelecer uma amizade com Slash, Duff e Matt, a panelinha central da banda, e ele acabou saindo do grupo. Não que ele seja a pessoa mais fácil do mundo de se lidar, mas o depoimento de Slash sobre a situação na imprensa ("...Scott não sabia, mas queríamos mandar ele embora...") mostra que não há FDPs apenas no mundo do trabalho em escritórios, o rock'n roll reserva espaço pra estes bastardos também. Especialmente se forem bastardos talentosos como Slash. Mais detalhes em um post futuro dedicado ao assunto.
3) A parceria musical só ficou melhor no segundo álbum da banda, "Liberdad". O potencial de rock grudendo e certeiro foi confirmado na faixa "Mary, Mary" deste álbum, que combina o melhor pop de Scott Weiland desde "Too Cool Quenie", do último álbum do STP, com o melhor lado "NY Dolls" de Slash, cujas influências já apareciam desde os idos tempos do Guns. Aguardem posts sobre os últimos dias de Scott no VR e a volta do STP!

sábado, 12 de julho de 2008

Saudades

Quem nunca sentiu saudades? Saudades é um sentimento universal. Pode ser de um amigo, de alguém que você goste, de alguém que está longe, de um ente querido que se foi, enfim.

Esta banda, do modo que existia, por acaso, se foi, e esta é uma bela cover sobre saudades.