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sábado, 23 de agosto de 2008

A estética e as belas canções dos clipes (quase) P&B nos anos 90 - Parte 3

Acabo de terminar este post, e acrescento este parágrafo inicial para dizer que foi um dos que tive mais gosto em escrever, muito disso por causa da qualidade das músicas e vídeos abaixo e pela felicidade de achá-los na internet.

Quando me lembro do programa "Lado B" nos anos 90 da MTV, alguns vídeos me veem à cabeça: "Tangerine" e "Summer" do Buffalo Tom, o clipe de estréia do Oasis,"Supersonic" , o vídeo da música "100%" do Sonic Youth , um dos primeiros clipes do Smashing Pumpkins,"Siva" e este abaixo.
Eu pouco conheço sobre a banda "Grant Lee Buffalo", inclusive eu confundia com outra banda que também passava no Lado B e que eu decidi incluir neste post de última hora, modificando a chamada do post anterior, os rapazes do "Buffalo Tom". O que eu sei é que o vocalista acabou seguindo carreira solo anos depois deste vídeo, sob a alcunha de "Grant Lee Philips". Mas lembro que o vídeo abaixo é um dos mais belos clipes de balada P&B dos anos 90.

Este clipe foi dirigido pelo fotógrafo Anton Corbijn, responsável pelas fotos do álbum "Joshua Tree" do U2, e pela direção dos clipes "One"(primeira versão), "Please","Electrical Storm" da mesma banda, além de belos clipes como "Strangelove", "Enjoy the silence" e "It's no good" do Depeche Mode (dentre outros clipes da banda), "My Friends" do Red Hot Chilli Peppers, "Heart Shaped Box" do Nirvana, "Mama Said" do Metallica, e até o clipe "Love & Tears" da modelo Naomi Campbell. Bem, vamos ao clipe.

Grant Lee Buffalo - Mockingbirds






Alanis Morissette - "Hand in my Pocket"

Após terminar este post, já compondo o próximo, percebi: como fui esquecer uma das minhas canções favoritas, de um dos melhores álbuns dos anos 90? Conheci Alanis através de seu primeiro Hit no extinto programa Top 10 EUA, a música "You Oughta Know", ainda em 95. O clipe deste post, que segue abaixo, eu vi estrear no mesmo Top 10 EUA, e vi virar um grande Hit, assim como todos os clipes que a cantora lançou deste álbum. "Jagged Little Pill" pode se juntar a grandes álbuns de estréia dos anos 90, perfeitos em sua concepção, tal como "Ten" do Pearl Jam, o disco de estréia homônimo do Garbage, e "Sixteen Stone", do Bush. O primeiro álbum da cantora canadense é tão fantástico que é um dos poucos álbuns que poderiam ter todas suas canções lançadas como clipes, tamanha é a sua qualidade. Um verdadeiro clássico.



Antes de voltarmos ao alternativo, há um belo clipe PB, quase esquecido, de um dos primeiros álbuns da cantora S heryl Crow, eu mesmo havia me esquecido.

Sheryl Crow - "Home"




Mazzy Star foi mais uma grande banda que conheci pelo programa Lado B. Vocês talvez tenham ouvido a baladinha mais famosa que eles fizeram em parceria com a banda dos anos 80, Jesus & Mary Chain, chamada "Sometimes Always". Como abri este post para além do P&B, vou postar este clipe abaixo também. Mas o motivo de Mazzy Star estar neste post é a bela balada matadora "Fade in 2 You", cuja estética de luz e sombra é bem própria da época, tal qual a balada do Bush que postarei mais adiante, ainda neste post.

Segue abaixo os 2 clipes, a simpática "Sometimes Always", pra vocês que talvez tenham ouvido no rádio mas nunca souberam quem tocava, e o clipe sexy e matador da também sexy e matadora canção "Fade Into You".

Jesus & Mary Chain feat. Mazzy Star - "Sometimes Always"






Mazzy Star - "Fade into You"





Conheci o clipe de "Glycerine" do Bush pouco antes do clipe entrar na parada da MTV brasileira da época. O vídeo posssui uma estética de luz e sombras muito próxima do clipe anterior. A música é uma das mais bacanas com violancelo que já ouvi, junto com "Dzarm" do Smashing Pumpkins e uma música chamada "Parting Ways" do pearl jam, que não tem vídeo oficial. Sem mais delongas, vamos ao vídeo:

Bush - "Glycerine"




Em plena ascenção das bandas consideradas as melhores dos anos 90, o Soundgarden lançou aquele que eu considero o melhor álbum deles em 1994, "Superunknown". A música abaixo fala sobre depressão, e o vídeo, dirigido por Jake Scott (que dirigiu "Disarm" do Smashing Pumpkins do post anterior e o primeiro clipe do bush que eu vi, "Comedown") é bem simples. A versão do clipe, inclusive, é diferente da versão do álbum, e na minha opinião e na de um amigo que também curte Soundgarden, é melhor que a do disco.

Soundgarden - "Feel on Black Days"






O clipe que fecha este post é uma balada introspectiva, poderosa, do primeiro álbum do Smashing Pumpkins, do mesmo álbum que o clipe citado no começo deste post, "Siva". Este excelente álbum, "Gish", infelizmente foi sufocado pelo lançamento do álbum que estourou o Nirvana na época, "Nevermind". Como podemos notar, a estética de luz e sombra é também bem parecida com os clipes do bush e o segundo do mazzy star acima.

Smashing Pumpkins - "Rhinoceros"





sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Centésimo Post: Dose dupla(?) 3: Wild Horses

Comemorando... 100 posts completados!

Aproveitando a aderência do Drudi ao dose dupla, temos aqui uma edição especial do dose dupla, quando ele vira dose "septupla". A música em questão eu conheci por meio de uma cover tocada no clássico show do Guns and Roses em Paris em 92, que teve participação de diversos artistas, como Lenny Kravitz, Aerosmith, etc. O GNR tocava esta cover muito mais instrumental que cantada, e a letra só vinha no finalzinho mesmo.

A música original veio pela primeira vez ao mundo no álbum Sticky Fingers dos Stones, de 1971, aquele com o cara com a mão no bolso da calça jeans, e foi composta pela dupla dinâmica dos Stones (precisa falar quem?. A música é bem parecida com esta versão atual, mais recente. Wild Horses já foi regravada por uma porção de gente boa e por gente não tão boa assim. Posto abaixo algumas versões e covers mais relevantes, começando com uma pelo grupo original:

Rolling Stones



A próxima é a cover tocada pelo GNR na turnê do Use Your Illusion,naquele histórico show de Paris:

Guns and Roses - Use Your Illusion Tour



Nos anos 90 tinha uma banda de rock muito legal chamada Bush, que fazia uma espécie de som "pós grunge". Vocês podem se lembrar da banda pelo hit "machinehead". Abaixo, segue a cover dos Stones pela voz do vocalista do Bush, Gavin Rossdale, e sua banda na época:

Bush




Nos anos 90, conheci uma bela banda com uma linda vocalista chamada Hope Sandoval. Sua banda, Mazzy Star, era figurinha carimbada no programa "Lado B" da MTV. A versão abaixo está em um dos primeiros álbuns da banda, "So tonight that I might see"

Mazzy Star




Eddie Vedder é o exemplo de cara simples e legal. Ele consegue fazer amizade com vários de seus ídolos e tocar com quase todos eles. A versão abaixo é do vocalista do Pearl Jam com os Stones. Reparem no burburinho quando ele entra:

Eddie Vedder (Pearl Jam) & Stones



Chris Cornell praticamente dispensa apresentações. Confira esta versão abaixo, do ex vocalista do Soundgarden e do Audioslave:

Chris Cornell



A última cover é de uma versão ao vivo do Garbage, banda que teve seu auge nos anos 90. Não é a melhor versão, mas vale como curiosidade:

Garbage



Por fim, para comemorar o centésimo psot, um vídeo que remete ao que estamos fazendo aqui, estamos falando de música! Forte abraço a todos, e sorte a minha ter a honra deste post!

Wagner e os Uchidas(?) - "Baba'o Riley":

quinta-feira, 15 de março de 2007

MÚSICAS DE PROTESTO pt1- Guerra.

Quem me conhece, sabe o peso que uma música ganha em meus ouvidos, quando tem um tema de protesto, e neste caso mais especificamente, a Guerra!

Eu não tenho muito tempo agora para me prolongar em fatos históricos, mas vou selecionar e apresentar aqui, algumas músicas que pra mim são sensacionais e tocantes com esse assunto de background.

A lista abaixo, não deve ser encarada como uma ordem de melhor pra pior. São fodas na minha opinião e ponto final!

1- Black Sabbath - War Pigs



2- Bob Dylan/Pearl Jam - Masters of War

Bob Dylan


Pearl Jam


3- Iron Maiden - Afraid to shoot strangers



4- Bob Marley - War



5- Edwin Starr - War



6- Guns and Roses- Civil War



7- Pearl Jam- Insignificance



8- John Lennon - Gimme some truth



9- Pearl Jam - Worldwide Suicide



10- System of a Down - Boom



11- Rage against the machine- Killing in the Name



12-Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son



13-Jimi Hendrix - Machine Gun



14-Dead Kennedy's - Holiday in Cambodia



15-Dead Kennedy's - Bleed for Me!



16-Pearl Jam - Bu$hleaguer




É isso ae galera.
Se quiserem adicionar algo à lista, será muito bem vindo.
Com certeza haverá a parte 2 deste post.

Qual dessas vc acha a mais foda?
Só peço que vejam Bushleaguer...pois mostra muito bem um dos pq Pearl Jam é foda.


Um abraço e até a Próxima!

(ao som de: "passarinhos do quintal").

sexta-feira, 9 de março de 2007

a solução é alugar o Brasil

O Drudi é apolítico, mas sabe argumentar e compreender fatos. Infelizmente, grande parte dos políticos e da população brasileira não têm essas habilidades. De cara o que mais me irrita nessa visita não é o visitante em si, mas sim o nó que ele dá no nosso já caótico trânsito (respaldado pelo município que aceita exigências absurdas) e essas manifestações de estudantes e vagabundos pela cidade.

Manifestantes fecham avenidas, criam confrontos com feridos e atacam policiais e atendentes do Mc Donald´s. Estes mesmos que ralam para ganhar um salário de merda, são desamparados pelo estado e teriam muito mais motivo e direito de fazer um oba-oba desses. Tenho ódio desses ativistas de araque. Por mim poderiam ir todos morar em Cuba e depois descobrir o gostinho de viver em uma ditadura. Bandidos de marca maior como Hugo Chavez vivem sambando em território nacional e não vemos nenhuma reclamação. A prioridade de reclamações do brasileiro é absolutamente imcompreensível.

Não me incomoda o alcoólatra do Texas vir discutir negócios por aqui. Sendo ele uma boa pessoa ou não, são assuntos estratégicos. E aí que está o problema. Nosso executivo e legislativo não possuem nenhuma capacidade moral ou experiência para discutir algo tão importante. A questão não é somente virar um parceiro comercial do U, S and A e sim discutir:
- Vamos continuar aceitando os usineiros desmatar nossas florestas pra plantar cana de áçucar?
- Vamos virar reféns deles?
- Vamos conseguir controlar os poluentes emitidos na produção do álcool? Sim, produzir álcool não é um processo limpo.
- Vamos trocar a plantação de outros alimentos por mais cana-de-áçucar e piorar ainda mais a distribuição de alimentos no Brasil?
- Quanto vai custar? Pra nós, pra eles, pra natureza?

É... jogo duro!

Ouvindo: Neil Young - Keep On Rockin´In The Free World (a great sound track for George W. Bush)

sexta-feira, 2 de março de 2007

1997!

1997!


Este é o meu post inaugural do blog, bienvindo amigos! O tema de hoje é inusitado, pois não fala de um post, mas de um ano, pra mim, considerado um dos anos de ouro da década de 90 no contexto musical, porém, muitas vezes subestimado e mal compreendido, assim como os álbuns lançados naquele ano. Estou falando de 1997.




1997 foi o último ano de ouro dos ingleses no rock´n roll, mas coincidiu com bons lançamentos nos EUA também. 1997 foi o ano de “the color & the shape” do foo fighters, um disco muito melhor que o de estréia deles. Foi ano de “Blur”, disco homônimo e experimental dos ingleses, em que o quinteto flertou com o punk rock americano, fez a bela balada “beetlebum” , além de ótimos petardos deste disco, mas ficou mesmo conhecido por “song 2”, a maldita música do “u-hu”, que foi tema desde comercial até jogo de futebol de videogame. Não foi o ano de lançamento, mas de divulgação do segundo álbum do Bush, “razorblade suitcase”, ano do show deles no Brasil (meu primeiro show de rock, aos 16 anos!), mas foi ano também deles lançarem um disco de remixes (“desconstructed”, de onde saiu a ótima versão remix de “mouth”).

Neste ano minha banda favorita deu um tempo no lançamento e turnê de discos (pearl jam), foi o ano que o Stone Temple Pilots só lançou clipes de divulgação do ótimo “tiny music...” de 1996, ano que a banda mal fez shows por causa dos constantes problemas com drogas do vocalista. 1997 foi ano de promoção também do disco do Live, o soturno e paranóico disco “secret samadhi”, que contava com as belas “Lakini´s juice “ e “turn my head”. Enquanto isso, os ingleses do charlatans lançavam o álbum “Tellin´stories”, que contava com as grudantes faixa título e a canção-chefe “one to another”.


Mike "Juan Lopez" Patton, em cena do clipe "Stripsearch"


97 foi um ano triste, pois 2 de minhas bandas favoritas acabaram nesse ano: o soundgarden, após lançar o bom “down on the upside”, de 1996, e o faith no more, após lançar “álbum of the year”, de 1997, que continha as belas “ashes to ashes” (com direito a um belo clipe), “stripsearch” (clipe na qual Mike Patton simula ser um criminoso latino, com direito a el bigodon e tudo mais, sendo preso no aeroporto). Este álbum termina com a enigmática”Pristina”. Bela música pra encerrar uma carreira, mas pouco ligada ao bom humor da banda, com depressão típica daquele ano.


Famoso clipe de "Bittersweet Symphony"

Em 1997 o mundo (e eu) descobriu “The Verve”. Banda inglesa discreta com fãs regulares, foi em torno do quarto ou quinto álbum, com o ótimo “Urban Hiyns” que o mundo ouviu a balada grudante “bittersweet simphony”. E a banda foi processada pelos Rolling Stones por plágio. Mas quem imagina que o álbum tem esta única música como significativa tem que ouvir o álbum inteiro, pois é sensacional. Ainda em 97,o Garbage não lançou álbum, mas, após o sucesso de seu álbum de estréia (que contava com a mega sexy Shirley Manson nos vocais e o produtor do “Nevermind” do Nirvana na banda, Butch Vig), a banda deu continuidade aos belos clipes de “queer” e “only happy when it rains” com o clipe da oitentista “stupid girl”. Sim, a banda antecipou em 4 anos o revival aos anos 80.



1997 também foi ano do lançamento do segundo álbum do Supergrass, de onda saiu as ótimas “Richard III” e a bela “late in The day”. Os ingleses do Ash lançaram também o álbum “1977”, de onde saiu a bela balada “Lost in You”. 96 para 97 foi ano dos americanos do Weezer ousarem, com o curioso álbum “pinkertoon”. Flando em estranho, em 97 os americanos descobriram os ingleses do PULP, banda inglesa que capitaneou a segunda geração do chamado “britpop” com o excêntrico álbum “Different class”. Falando em britpop, um dos reis da segunda onda capitaneou mal o sucesso e a rivalidade com o blur e aspirou, ou melhor, cheirou as vendas do álbum anterior, o belo “what´s the story morning glory”. “Be here now” do Oasis poderia ser um álbum muito melhor se as músicas não fossem tão excessivas. São boas, mas demoram a terminar.
Isso pode colocar uma boa música teto abaixo. “Alll around the world”, “stand by me”, “don´t go away”, “fade in out” , “my big mouth”, “do you know what i mean” e “magic pie” são exemplos de músicas que sim, demoram pra acabar.


A banda Kula Shaker fez sucesso com sons indianos


Bandas menores lançaram boins discos e singles neste ano também. Os hoje sumidos Mansum lançaram a música “wide open space” neste ano, e uma banda de indianos lançou um disco interesante neste ano. Alguém se lembra do Kula Shaker?



Em 97 a cantora islandesa lançou o mal compreendido e eletrônico “Homogeniac”, que contava com as belas “Joga” e “Barrilochete”. Isso porque em 97, o rock´n roll tentava flertar com a música eletrônica e encontrar um ponto de equilíbrio. O U2 também tentou, com o apressado “POP”. Apressado porque a prórpia banda admitiu. O U2 vinha tentando flertar com o eletrônico desde “zooropa”, de 1993, mas “POP” foi a tentativa final. Não que o álbum seja ruim, eu gosto muito dele. Mas as versões de “please” e “If you wear that velvet dress”, por exemplo, não foram as que vimos no clipe de “Please” e na turnê POPMart. Das eletrônicas do álbum, os destaques ficam para “gone”, “mofo” e do you feel loved”. Mas o que todo mundo lembrou mesmo foi de “discoteche”.



O próprio blur flerta com a eletrônica no homônimo “blur”, basta dar uma conferida em faixas como “i´m just a killer for your love”. Indo de pato a ganso, outra contribuição deste disco do blur foi “chinese bombs”, que virou vinheta de chamada para o comercial do brasileiro “rock e gol”, programa de futebol e rock da Mtv Brasil. David Bowie e Nine Inch nails, de 96 para 97, flertaram com a eletrônica também. O primeiro, com o curioso álbum “Outside”, e o segundo, por causa do álbum gravado sob mórbidas condições, “download spiral”.


Prodigy no clipe Breathe. O cara parece um dos tiras do CSI Las vegas.



Mas, com tanta gente querendo flertar com o eletrônico, apenas uma banda fundiu tão bem este gênero com rock. Neste famigerado ano, o álbum “The Fat of the land” do prodigy ganhou garagens e pistas o mundo todo. Quem viveu a época lembra bem dos hits “firestarter” e “breathe”.

Bowie, em cena extraída do clipe.

Ainda, 97 teve mais 2 curiosidades no mundo do rock: além das ótimas baladas que fizeram exceção ao eletrônico nos álbuns de David Bowie e U2, as belas músicas com belos clipes “Strangers when we meet” e “staring at the sun” das respectivas bandas, foi um ano em que os clipes tinham um curioso cenário esverdeado. Coisa de 97 para 98,procurem no you tube e reparem, os cenários dos clipes “ashes to ashes” do Faith no more, “precious declaration” do collective soul, “song 2” do blur, e “breathe” do prodigy são bem parecidos. Reparem também na semelhança dos clipes “closer”, do Nine Inch Nails, e “hearts filthy lesson”, ambos da mesma época e ambas músicas trilhas do filme “seven”. Falando em clipes, 97 foi o ano do engraçadíssimo clipe de “sabotage” do beastie boys”, em que eles interpretam policiais dos anos 70 de uma maneira bem engraçada. Em 97, após clipes bem sucedidos do último álbum como “1979”, “tonight tonight”, “bullet with butterfly wings” e “33”, o smashing pumkins sai de cena após uma overdose que matou o estreante na banda Jonathan Melvoy, e que levou a demissão do baterista jazzístico da banda, Jimmy Chamberlain.


Por fim, não poderia deixar de citar o possível álbum mais importante da década, aquele que mudou a forma de fazer música eletrônica e rock daí em diante. “Ok Computer” do Radiohead é uma obra prima que começa pelo encarte do CD. Feche os olhos, ouça “airbag”, a canção apocalíptica que abre o disco, e boa viagem. Uma pena. Depois de 97 o radiohead passou a se levarcada vez mais a sério e ficou chato, o rock esqueceu o eletrônico e abraçou o hip hop (de uma forma negativa), com lixos como Limp Bizkit (parece o nome daquele vilão do super homem que foge ao mero pronunciar de seu nome ao contrário)e “limpe o park”.

Sei que deixei muita coisa de fora, mas estas são algumas de minhas lembranças musicais do ano de 1997!